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Proveniente de uma família tradicional na
cinofilia brasileira, Marcelo Tuck Schneider, começou a criar beagles em 1977, usando o
prefixo Bangor. A base inicial da criação baseava-se nas linhas americanas King's Creek
e Johjean, as quais foram agregadas posteriormente The Whim's. Na busca de aprimorar
a criação, após profundas pesquisas pelo mundo, em 1985 foram incorporadas linhagens
européias, principalmente do canil Daragoj. A partir de 1991 compromissos familiares e
profissionais fizeram com que o tempo dedicado aos cães fossem pouco a pouco diminuindo,
acarretando em menos ninhadas (apesar de raramente o Bangor ter mais de 4 crias ao ano) e
menos presença em exposições (infelizmente vários cães de categoria
praticamente não foram apresentados). Em 1993, quando estava em vias de terminar o
trabalho de criação, iniciou-se co-propriedade com o canil vom Rotdornweg, de propriedade do casal Nora e Karl Jacobs, criadores
conceituados de Dobermann e West
Highland White Terrier. Esta sociedade deu novo impulso à criação e sem ela seria
impossível seguir criando. Com este respaldo e apoio, o Bangor voltou a expor
esporádicamente a partir de 1997, sendo por 3 anos consecutivos ('97, '98 e '99) o melhor
canil de todas as raças, sempre com o Beagle no. 1 do Brasil, culminando em '99 com o 5o.
melhor cão de todas as raças (sistema ACB). A partir do ano 2000, o Bangor voltou a
expor no sistema CBKC/FCI. Para o Bangor, um dos
pontos principais do padrão da raça, é o ítem Aparência Geral: "Um
Foxhound miniatura, sólido e grande para seu tamanho, com o aspecto característico do
cão que persiste seguindo sua presa até o fim". Portanto buscamos um
beagle forte, com boa massa e ossatura, excelente movimentação (com alcance, impulsão e
soundness, um problema sério da raça hoje), além de boas cabeças. Em nossa criação,
não existe nenhuma preferência por cor ou tamanho (desde que não ultrapasse as
15").
Os Beagles Bangor normalmente são apresentados em
exposições pelo próprio criador. Raramente utilizasse handlers profissionais. E
sempre tiveram o mérito de serem cães absolutamente 'honestos', ou seja, jamais foram
pintados os dorsos, operados os rabos, dado estimulantes ou quaisquer outros artifícios
que podem até enganar árbitros, mas jamais enganam a genética. Outro ponto importante
é a constante preocupação com a saúde e problemas genéticos. A linha Bangor, por
exemplo, é isenta de epilepsia. Talvez por todos estes pontos é que pode-se ver a
influência do Bangor em vários canis, não só no Brasil, mas em muitas partes do mundo.
Marcelo Tuck Schneider, além da criação de beagles, tem
uma presença constante e ativa na cinofilia. É dirigente cinófilo, já foi
proprietário de revista canina, além de ser juiz all-rounder desde 1988 (com apenas 29
anos de idade), com atuações em vários países. Profissionalmente é publicitário,
sendo sócio-diretor da First de Comunicação, em São Paulo, Brasil. |